Olá! Tudo bem?
Vou começar me apresentando! Meu nome é Isabella. Sou brasileira, do interior de São Paulo, nascida em uma cidade de 60 mil habitantes, agora morando na zona norte (famosa por ser pobre e perigosa) de uma cidade de quase 500 mil. Não sou rica, não sou herdeira nem filha de herdeiros. Ninguém da minha família nunca viajou pra fora, “nem pro Paraguai”, e na verdade, até meus 23 anos, só conhecia pessoalmente duas pessoas que viajaram pra fora do Brasil.
Trabalho meio período, meu pai é CLT e minha mãe dona de casa. A viagem não foi pai-trocinada, foi paga com meu trabalho mesmo. Foi um privilégio e tanto, uma bondade imerecida da parte de Jeová, mas está ao alcance de pessoas comuns como eu.
Eu não sou uma coitadinha, uma guerreira que contrariou seu destino cruel e sofrido… mas também não ganhei essa viagem de mão beijada… Meus amigos me conhecem bem, mas acredito que essas dicas também serão lidas por quem não me conhece o suficiente, por isso toda essa introdução…
Sou Testemunha de Jeová e meu objetivo principal nessa viagem era conhecer os betéis dos Estados Unidos e a cidade de Nova York.
Saímos do Brasil na quinta-feira dia 14 de novembro às 23h e eu cheguei de volta na sexta-feira dia 22 de novembro às 6h da manhã, na estação de outono na América do Norte, com previsão de temperatura mínima de 5° C e máxima 15° C. Foi minha primeira viagem internacional.
A ideia dessa página aqui é falar tudo que envolveu a viagem, desde quando tirei meu passaporte até a volta pra casa: gastos, dicas, clima, diferenças, refeições, acertos e erros. Provérbios 15:22 fala que “com muitos conselheiros há bons resultados”. Espero, com esse relato e dicas minhas e de outras pessoas, ser mais uma “conselheira” na sua jornada!
Outra coisa: resolvi colocar por escrito para evitar de esquecer qualquer detalhe importante! Espero que tenha a melhor viagem possível! Mas, se precisar, estou à disposição para falar mais!
Não tenho muito o que falar. Tirei a uns três anos pois pensei que até os 35 anos eu teria saído do Brasil para passear. Custou R$ 275,25 pagos à Polícia Federal. Fora isso, teve o gasto com Uber para ir do trabalho até a Polícia, mas vamos desconsiderar. A internet está cheia de tutoriais sobre o assunto. Foi um procedimento bem simples.
Decidi tirar o visto no ano passado (em 2023) porque o valor ia aumentar, de US$ 160 para US$ 185. Precisei preencher o formulário DS-160 duas vezes pois mudei de emprego. Novamente, tem o gasto da viagem até São Paulo, que vamos desconsiderar.
A internet está cheia de tutoriais e vídeos de depoimentos sobre o assunto, mas se posso dar uma dica, assista os vídeos do canal Now Vistos e depoimentos mais recentes, incluindo comentários e vídeos, e não pague para alguém te auxiliar no processo. Um amigo meu pagou uns R$ 200,00 e teve o visto negado. Ninguém pode garantir que você terá o visto aprovado ou negado.
No CASV, você pode entrar com seu celular, basta desligar. No Consulado, apenas seus documentos. Existem muitos guarda-volumes pagos na rua do Consulado para deixar sua bolsa ou celular.
Preencher o formulário é um processo longo, mas são todos dados sobre você mesmo(a). Basta não mentir, preencher corretamente e seguir as dicas da internet que será sucesso. Além dos US$ 160, eu gastei R$ 70 para enviarem o passaporte com o visto aqui pra casa.
Meu perfil não era o mais provável de ser aceito: estava a 3 meses em um emprego novo, home office, não sou rica, tenho amigos americanos, iria pagar sozinha pela minha viagem, viajaria sozinha para uma cidade onde muitos aplicam para turismo mas não voltam ao país de origem. Mas graças à bondade imerecida de Jeová e por ter falado a verdade, fui aprovada.
Não me lembro exatamente de todas as perguntas, mas lembro de uma dica da Now Vistos de responder de forma breve mas completa. Por exemplo, se perguntarem “Você trabalha?” em vez de responder simplesmente que “sim”, dizer também o que faz.
Minha entrevista foi em inglês porque eu não entendi a primeira coisa que ele disse e respondi “Sorry?” daí foi tudo em inglês. Em uma das perguntas ele viu minha dificuldade em responder e disse que poderia responder em português se quisesse. Eu disse que na verdade eu não sei explicar direito nem em português, mas simplifiquei a profissão do meu pai e o entrevistador entendeu. Fiquei super feliz quando ele me falou pra colocar o polegar na máquina pois era sinal de que fui aprovada. Na minha entrevista me lembro de ter sido perguntada, em inglês, não necessariamente nessa ordem: